Bom dia OC!

Filho de D. Pedro II, herdou o trono com 17 anos, tendo iniciado o reinado em 1 de Janeiro de 1707. Oito anos depois, teve a sorte de ver resolver-se a Guerra da Sucessão de Espanha de uma forma favorável para Portugal, já que viu reconhecida a soberania sobre o Amazonas e garantida a restituição da colónia do Sacramento.
Cognominado de “Magnânimo”, esbanjou muito do dinheiro que ainda vinha do Brasil para manter uma corte faustosa, numa fraca imitação de Luís XIV, “o Rei-Sol”. Não é assim de admirar que o país tenha entrado num período de dificuldades económicas, agravadas pelo contrabando do ouro do Brasil e pela crescente crise no império do Oriente.
Data do seu reinado a construção do Convento de Mafra, pomposamente inaugurado em 1744 pelo Papa Bento XIV, o que permitiu a D. João V receber do Papa, quatro anos mais tarde, o título de Sua Majestade Fidelíssima. Isto, apesar do rei ter um fraquinho por freiras, que lhe deram, pelo menos, três filhos bastardos, conhecidos por “Meninos de Palhavã”.
A construção do Aqueduto das Águas Livres data também do reinado de D. João V, embora ele pouco ou nada tenha contribuído para essa importante obra, pois deve-se à iniciativa do “procurador da cidade” Cláudio Gorgel do Amaral e ao financiamento pela população através de um imposto lançado sobre a carne, o vinho e o azeite consumidos em Lisboa. Também nessa altura, foram os “culpados” do consumo da água que tiveram de desembolsar…
D. João V morreu em Lisboa, no Paço da Ribeira, a 31 de Julho de 1750, estando sepultado no Mosteiro de S. Vicente de Fora.
Comentários:
Sobre a história do Aqueduto das Águas Livres, recomendo a leitura do romance (lindíssimo) "Nove Mil Passos", de Pedro Almeida Vieira, publicado pela editora Publicações D. Quixote, em 2004.
Um abraço e bom fim de fim de semana
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