Bom dia OC!

Aos 15 anos escreveu uma tragédia shakespeariana e começou a estudar música, influenciado por Beethoven e Weber. Em 1833, com 20 anos, tornou-se maestro do coro do teatro de Würzburg e escreveu o libreto e a música da sua primeira ópera, “As Fadas” (Die Feen), que nunca subiu ao palco.
Embora não tenha escrito apenas óperas, o romântico Richard Wagner notabilizou-se neste género musical, contando-se entre as suas obras mais conhecidas “O Navio Fantasma” (Die fliegende Holländer), “Tannhäuser”, “Tristão e Isolda”, “Os Mestres Cantores de Nuremberga” e a tetralogia “O Anel dos Nibelungos”, que inclui “O Ouro do Reno”, “A Valquíria”, “Siegfried” e “O Crepúsculo dos Deuses”.
Infelizmente, o anti-semitismo que demonstrou em alguns dos seus escritos também veio a ser aproveitado pela propaganda nazi que o apresentava como exemplo da superioridade da música e do intelecto alemães.
Wagner morreu em Veneza no dia 13 de Fevereiro de 1883, tendo vivido os últimos dez anos da sua vida em Bayreuth, onde o rei Luís da Baviera, seu protector, lhe tinha mandado construir o “Bayreuth Festspielhaus”.
Evocar Wagner traz-me à memória a primeira ópera a que assisti, julgo que em 1963, no S. Carlos, com mais dois ou três camaradas que já não consigo recordar. Foi o Tannhäuser e tive a sorte e o privilégio de ser “guiado” pelo então 1º Tenente Oliveira Lemos que, com toda a paciência e muito empenho, nos levou a sua casa, antes de seguirmos para o S. Carlos, para nos explicar aquilo que íamos ver e fazer-nos ouvir alguns trechos desta ópera. Embora não tendo grande predilecção pelas obras de Richard Wagner, o Tannhäuser é uma excepção, certamente devido ao que o saudoso Comandante Lemos me transmitiu.
Deixo-vos, por isso, a imagem de um quadro de Paul Cézanne, “Jeune fille au piano – Ouverture du Tannhäuser” que podem ir ver a São Petersburgo, ao Museu Hermitage. Fica também a ligação para uma página com um resumo da biografia de Richard Wagner.
Tenham uma boa semana!

Comentários:
Ouvi dizer que Portugal , ou "este País" , como se diz agora , vai ser um "polo" do Hermitage , o 3º , creio eu.
Se assim fôr talvez eu possa, ou o meu neto,ver Cézanne em Lisboa .
A não ser que o negócio com o Hermitage esteja a ser tratado com o Manuel Pinho!!!
Não achas que às 4 da manhã devias estar a dormir?
Eu fui um deles.Embora não tenha na memória os camaradas que participaram, recordo claramente o "Porras" com a sua imensa cultura e simpatia e que a ópera foi fraquinha.
Dia 30 vou ver "O Ouro do Reno" a um preço que até tenho vergonha de dizer porque não consegui uma borla como a generalidade dos que lá estarão de entre amigos do São Carlos, amigos dos amigos destes, amigos do Governo, amigos dos amigos destes,etc.Quando o ministo da cultura for o MPM vou tirar a barriga de misérias!
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