Bom dia OC!

Em Abril de 1506, no auge de uma peste que grassava em Lisboa desde o início desse ano, as preces implorando o auxílio divino eram a única tábua de salvação que restava ao povo, o que levou à realização de uma procissão de penitência no dia 15 de Abril, durante a qual correu a notícia de que uma luz milagrosa tinha surgido num altar da Igreja de S. Domingos.

No Domingo seguinte, dia 19 de Abril de 1506, quando o povo discutia o milagre, um cristão-novo teve a imprudência de duvidar da suposta origem divina da luz. Foi o suficiente para que a populaça, incitada por frades Dominicanos, assassinasse de imediato o descrente e desse início ao massacre que se prolongou até ao dia 21 de Abril.
No blogue “Rua da Judiaria” poderão ler o que escreveu sobre este tema o seu autor, Nuno Guerreiro, que lançou um desafio para que hoje sejam acesas velas na Baixa de Lisboa por cada uma das vítimas. Nuno Guerreiro transcreve também excertos de textos sobre esta página negra da nossa História, escritos por Camilo Castelo Branco, Alexandre Herculano, Damião de Góis, Samuel Usque, Garcia de Resende e Salomão Ibn Verga.
Merece igualmente referência o livro de Richard Zimler, “O Último Cabalista de Lisboa”.
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