
Que saudades tenho eu, senhores, do “Expresso” dos anos 70 e 80 do século passado. Era um jornal “político”, interessante, informativo, polémico e esperado com impaciência, todos os sábados, para ser lido com entusiasmo e prazer, fornecendo sempre motivos para uma boa discussão ou estimulante troca de impressões. Era conhecido como “de referência”. Com o decorrer dos anos o meu entusiasmo e prazer foram esmorecendo. Diga-se, em abono da verdade, que nem sempre por culpa do periódico, pois este leitor também foi alterando o gosto e as apetências.
Mais recentemente, talvez por imperativos comerciais, começou a ser tomado de assalto pela publicidade, cada vez com mais arreganho e despudor. Então neste último fim-de-semana foi de mais e ... saltou-me a “tampa”. Pego no corpo principal e vejo na 1ª página: “Constâncio irrita Governo”. Passo à página 6 e leio: “Gama Arrelia PS”. Pois a mim é o “Expresso” que me exaspera. Além dos anúncios de cerca de 1/3 de folha nas páginas 3, 4, 5, 6, 7, 10, 14, 15, 21, 22, 29 e 30, tem ainda anúncios de meia folha nas páginas 18, 19, 20 e 26, e de folha inteira (!) nas páginas 9, 11, 13, 16 e 17 (páginas centrais), 23 e 27. E não conto os inúmeros “pequenos” comerciais espalhados pelo que resta.
Será que esta é a única forma de fazer e rentabilizar o jornal? Será isto um sinal dos tempos que correm? Ou será que o "Expresso" é um jornal que já foi?
Comentários:
Pois , concordo em pleno contigo. Para mim , já lá vao muitos anos , mais que dedos de mao , que utilizo , e cumpro , a expressao:
Expresso , só café !!!!!!
que aprendi com o meu saudoso Amigo Nuno Abecasis.
Tens bom remédio. Faz como eu que, já há longos meses, que deixei de o comprar!
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